domingo, 11 de dezembro de 2011

Voar...

Às vezer eu só queria ser capaz de voar,
De olhar minha vida estando de fora dela,
Ver onde foi que eu comecei a errar...

Às vezes eu só queria ser capaz de sair,
De observar meu mundo por uma janela,
Ver para onde é que eu devo ir...

A cada dia que passa me sinto mais cansada,
Tenho vivido com a sensação de não ser ninguém,
O que quer que eu faça estou sempre errada,
E de uma forma ou de outra, machuco alguém.

Nunca foi isso que eu sonhei, não foi assim que eu quis,
Meu Deus do Céu, me ajuda a ser feliz!!!
Me mostra o caminho que eu devo seguir,
Me lembra como eu fazia para sorrir...

Menina que nunca passou de uma mulher,
Mulher que não passa de uma menina,
Embora decidida, sabendo o que quer,
Não conseguir será sua sina?

Juliana Dreamer - 11/12/2011

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Só hoje...

Hoje, se eu pudesse, aqui não estaria.
Hoje, se eu pudesse, outra vida eu teria.

Tenho vivido demais pelos outros,
De menos por mim,
E ainda não é o suficiente.

Tenho me destruído aos poucos,
Chego próximo do fim,
E ainda não é o suficiente.

Sou errada, hoje e sempre, Graças a Deus!
Sou humana!
Sou gente!
Sou mulher!
Tenho vontades!
Tenho desejos!
Tenho medos!
.
.
.
Mas só te importam os seus.

Não sei viver pela metade,
Não sei amar pela metade...
Não vou fingir pra te agradar!
Não posso mais me sufoccar!

Estou cheia de um imenso vazio,
Com uma saudade do que não vivi...
Preciso de um colo macio,
De um abraço pra poder dormir!

Não posso ser o seu enfeite,
Não posso ser sua só quando me quer,
Preciso de alguém que me aceite,
Que não me veja como outra qualquer!

Por isso, hoje, se eu pudesse...


Juliana Dreamer - 28/11/11








domingo, 30 de outubro de 2011

The night...

Ver imagem em tamanho grande
E vem a noite mais uma vez,
Após um dia no qual nada se fez,
Além de trabalhar e lutar por um talvez...

Junto com a noite os pesadelos,
Se já fazem parte, por que temê-los?
So me questiono, por que tê-los?

Nuca tive medo do escuro,
Sempre encontrei em mim meu porto seguro,
E na calada da noite o siêncio puro...

Já faz um tempo que eu tendo mudado,
Tenho medo do nada que vive ao meu lado
E do que vem após mais um dia acabado...

Traga-me, Deus, novo amanhecer...
Para de novo ver o dia nascer,
E mais uma vez todo o resto esquecer...

Juliana Dreamer (29/10/2011)

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Ver imagem em tamanho grande
Há em mim uma grande falta de mim mesma, 
E guardo esse segredo com destreza, 
Ninguém percebe, ninguém nem vê, 
O que me mantenho a esconder. 

Com aptidão fujo e engano a solidão,
Esqueço até que tenho no peito um coração.
E para aqueles que tanto admiram meu sorriso,
Provoquem-no, é tudo o que eu mais preciso.

Nunca entendi a vida e muito menos seus segredos,
Embora já tenha passado muito tempo tentando,
Hoje vivo, e vou deixando de lado os meus medos,
Mentindo, apenas, de vez em quando.

E nesse transbordante vazio com o qual convivo,
A cada dia mais um dia eu vivo...
Sigo, sonho, amo, rio e choro,
Sou humana, nada mais, e eu adoro!!!
(Juliana Dreamer - 24/10/2011)







"Penso na vida e no que eu penso dela...

Nos seus mistérios...
Nos seus assuntos sérios...
Não levo a vida tão a sério,
Mas só por medo de enlouquecer...
Pensando bem,
Eu é que sou um caso sério..."

(Juliana Dreamer - 24/10/2011)

domingo, 23 de outubro de 2011

Uma sonhadora

Ver imagem em tamanho grande





Não é fácil descrever uma sonhadora,
Pois há nela um mundo particular,
No qual a vida é encantadora,
No qual se vai a qualquer lugar.

Uma sonhadora jamais descansa,
Não há tempo para não sonhar,
É às vezes como uma criança,
Inocente a brincar.

Uma sonhadora tem os pés no chão,
E a cabeça em algum lugar,
Tem o mais enorme coração,
E uma alma que vive a vagar.

 Uma sonhadora tem um corpo de carcaça,
Que serve só para carregar,
Toda glória e toda graça,
Todo o peso do sonhar.

Uma sonhadora só não sabe,
Que sonho e ilusão,
É ferida que sempre arde,
Só machuca o coração.

E de grão em grão,
De espinho em espinho,
Cada sonho em vão,
Parece sempre um novo caminho...


Juliana Dreamer ( 23/10/2011)

Só hoje

Hoje me sinto tão pequena,
Que não há como me medir,
Nesta noite tão serena,
Não tenho nem para onde fugir...


Meu coração não é de aço,
Eu bem queria que ele fosse,
Mas hoje sangra em cada pedaço,
Só restou o amargo do doce...


Sou culpada por ser cega,
Por amar demais assim,
Mas esse mal não mais me pega,
Vou ser agora dona de mim.


A mágoa é grande e a dor é forte,
Mas sei que tudo vai passar,
A cicatriz de cada corte,
Terá algo a me ensinar.


E quanto ao que sonhei, esqueça:
Sonho sonhado sozinho é ilusão.
E mesmo que o amor permaneça,
Não terá mais o meu coração.


O futuro a Deus pertence,
O bem ao mal sempre vence...
Quem sabe um dia...
Quem sabe um dia...

Juliana Dreamer (21/10/2011)

Conflitos

Sonhos...
Necessários para a vida,
ou veneno para a morte...

Medos...
Proteção para a vida,
ou caminho para a morte...

Povo fraco

Povo forte
Morte e vida
Vida e morte

Morte e vida,
vida e morte...
Tudo é entregue
à própria sorte...


Juliana Dreamer ( 21/10/2011)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A noite

Ver imagem em tamanho grande
Hoje escrevo porque sem sono
Mais uma noite não durmo,
Sigo a ouvir ansiosa
O incômodo silêncio noturno.

São gritos de dor, de abandono,
São clarões no meio da escuro.
Não há nem lua, nem estrelas
Não há lugar, um porto seguro.

E vai a noite longa e fria
Cedendo lugar à madrugada vazia.
E em meio à angústia da espera do novo dia
Tento pensar em como eu o queria.

A noite quer os fracos porque os fortes já são dela,
Quer os sãos porque os loucos pertencem a ela,
Quer os ricos porque os pobres vivem nela,
Quer os sonhos que se vão pela janela.

Juliana Dreamer (16/10/2011)

sábado, 17 de setembro de 2011

O que restou...

Ver imagem em tamanho grande



Às vezes acho que sou de Marte,
ou que com o Diabo faço parte.
Talvez quem sabe eu seja de Vênus,
ou que não me conforme com o que temos.

Estou farta de maldades, de inverdades,
de traições e de invenções,
de falsidades, de insanidades.

Cadê o amor e sua beleza?
Cadê o sonho e a natureza?
Cadê o poema que emociona?

Ficou o ódio e a tristeza,
A realidade e a realeza
E é o choro que canciona...

(Juliana Dreamer - 16/09/2011)

Maldade...

Olho contra a luz
e vejo a poeira.
Ouço o silêncio que me seduz
a noite inteira.

Quero fugir, quero ficar,
Quero dormir, quero esquecer,
Quero amar,
Quero viver...

Mas tudo que vejo me estremece,
Tudo que ouço me entristece.
Mundo cão, mundo ladrão,
Muita razão, pouco coração.

Deus, onde quer que o Senhor esteja,
Abra meus olhos para que eu veja
Que estou errada, que estou enganada,
Que sou uma menina que não sabe nada!

(Juliana Dreamer, 15/09/2011)

sábado, 10 de setembro de 2011

Momentos...

Há momentos na vida nos quais
O que parecia ser seguro não é mais...
E o que parecia ser estranho,
É o que traz paz...

Juliana Dreamer
(09.09.2011)

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Um pensamento...

"Às vezes penso no quanto a vida é complicada...


Lembro que não gosto de complicações...

Paro de pensar..."



Juliana Dreamer (06/09/2011)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Identidade

Sou tão sua quanto o sol é da lua
Tão segura quanto andar sobre um fio
Tão certa quanto caminhar nua
Tão cheia quanto um espaço vazio.

Sou um sorriso que esconde as tristezas
A luz fugindo da escuridão
A feiura que esconde a beleza
O gelo que habita o coração.

Sou o sonho que nunca se realizou
Sou o medo de ser o que sou
Sou o carinho que alguém recusou.

Sou a parte escura do dia
Sou a dor guardada na alegria
Sou aquela que te queria...

(Juliana Dreamer - 02/09/2011)

Esperança

Ver imagem em tamanho grande
Que um dia venha de repente,
Forte ou fraco, frio ou quente,
Chegue só, sem nada dizer,
Para o coração perceber...

                    Que venha calmo ou ardente,
                    Rápido ou lento, certo ou indecente...
                    Mas chegue assim para viver,
                   O que tiver de acontecer...

Juliana Dreamer
(01/09/2011)

domingo, 19 de junho de 2011

Tears...

" Tears are the voice of the dreams that maybe will never come true..."
19.06.2011

sábado, 2 de abril de 2011

O fim e o começo

Todo fim tem um começo,
Enquanto durmo esqueço,
Do quanto tem me feito sofrer...

Acordo e lembro outra vez,
De todo mal que já me fez,
E então volto a sofrer...

Ser pouco para alguém,
É bem pior do que não ser ninguém,
Mata o sonho e a verdade,
Transfoma tudo em saudade...

O que não mata fortalece,
E mais, por dentro, enobrece,
Mas muda a forma de viver,
Transforma o jeito de ser...

Será o começo do fim?
Ou será o fim do começo?
Só sei que não pode ser assim,
Cada vez que me lembro e esqueço...

Juliana Barbosa Ribeiro
(01/04/2011)

segunda-feira, 28 de março de 2011

Pensamentos...

Ver imagem em tamanho grandePensando no que não se deve pensar,
Cheguei onde não queria chegar:
Acho esquisitas as coisas que vejo
E nem comento as que desejo...

Mas não imagine perversidades,
Não tenho espaço para maldades:
Neste mundo já há por demais,
Prefiro guardar as coisas da paz...

Viajo para o meu interior,
Vejo o quanto sou feita de amor:
O quanto sempre me amoleço,
Ah, eu me odeio do avesso...

E mais um dia nasce e peço a Deus,
Serenidade nos passos meus:
O que faz mal também ensina,
E não sou mais uma menina...

Juliana Barbosa Ribeiro ( 28/03/2011)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Rotina

Como demais,
ou de menos.
Bebo demais,
ou de menos.
Durmo demais,
ou de menos.

Tenho me cuidado de menos...
Me realizado de menos...
Me amado de menos?!?!?

Trabalho demais,
ou de menos.
Estudo demais,
ou de menos.
Rezo demais,
ou de menos.

Tenho sorrido de menos...
Me sentido feliz de menos...
Me respeitado menos?!?!?

Não há medida para o imensurável,
Mas, há o termômetro do coração,
Se esfria ou se esquenta a vida muda,
E os caminhos pedem uma nova direção.

Meu tempo sempre foi incalculável,
Sempre me guiei pela emoção,
Mas, tenho gelo na minha alma,
Conservando a vida da decepção...

Juliana Barbosa Ribeiro (09/03/2011)

segunda-feira, 7 de março de 2011

Agora eu sei...

Ver imagem em tamanho grande

Estou vivendo no limite.                                                                               
Eu não consigo mais aguentar
Levar o peso de quem insiste,
Outras vidas carregar.

                                                              Amei sempre demais,
                                                             me entreguei sempre demais,
                                                             E agora, eu não aguento mais.

Sou apenas o estilhaço,
Só falta o nariz de palhaço,
Pois me sinto pior do que antes,
A cada novo instante.

                                                        Não me lamento, nem peço sua ajuda,
                                                        Hoje sei que jamais me dará o que eu te dei...
                                                        Quando queremos, a vida muda,
                                                        Mas você nunca quis, agora eu sei...

Pior do que a dor da verdade,
é a da saudade...
De tudo que eu inventei...
Mas você nunca quis, agora eu sei...

Quem sonha com pouco,
Acaba sempre sem nada.
E sendo assim, esse amor louco,
Me deixou na beira da estrada...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Estranha



Há uma estranha dentro de mim,
Que me controla e me deixa assim,
Senhora e escrava dos meus anseios,
Procurando a beleza nos feios...

Não, eu não estou doente!
Se eu estivesse, saberia!
Quem guarda tudo o que sente,
Um dia faz o que jamais faria...

Essa manhã acordei triste,
Com uma solidão que em mim insiste.
Mas houve algo que mais me incomodou:
Não ter mais coragem de ser quem sou...

Tem sido assim há um bom tempo,
Mas piora a cada momento...
E eu ando com saudade,
De ser eu mesma de verdade...

Juliana Barbosa Ribeiro

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Só hoje...

Hoje, se eu pudesse, sairia correndo
Sem ter destino nem razão.
Fugiria, me escondendo
Do que tenho no coração.

Fraca e forte, vida e morte
Os opostos vivem em mim.
Entrege à minha sorte,
Sigo uma estrada sem fim.

Nem sei se sinto o que escrevo,
ou se engano quem o lê.
Escrava da coragem e do medo,
Sem ter mais o que fazer.

Juliana Barbosa Ribeiro

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Nenhum

Você faz com que eu me sinta
Pior do que realmente sou.
Não que eu não seja, eu já era,
Mas hoje é só o que restou.

Não me culpe nem me entenda,
É pior o soneto que a emenda.
Só siga e me deixe seguir,
Não há mais o que fazer aqui.

Eu era vida e hoje sou saudade.
Eu era certeza hoje sou dúvida.
Não era metira e não sou verdade.

E do amor, este estranho...
Não há como mensurar o tamanho
Do estrago que faz na vida...

Juliana Barbosa Ribeiro

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ando convivendo com o inconvivível,
Tentando enganar a mim mesma.
Mas começo a transbordar meu sufoco,
E explodem as palavras que escondo.

Inacreditável dor que me segue,
Venho carregando grande peso.
Não posso mais ser seu nada,
Não quero mais ser seu depois.

A trsiteza não me cabe no corpo,
E sai por meus olhos marejados.
Olho você dormir,
E percebo o quão distante está de mim.

Acho que tentei fazer o certo,
Mas vejo em você que estou errada:
Meu corpo, meu rosto, meus gestos,
Não são para você mais nada.

Não me culpe por não poder ser meu,
É o mais que te peço...
Não se ajuda que não quer ser ajudado,
E não digo que você é o culpado.

Só não mais me martirize!
Não preciso da dor para aprender...
Sou grande aprendiz da vida,
com saudade do que tenho para viver...

Juliana Barbosa Ribeiro - 21 de janeiro de 2011.

Sonhos...



Sonhei,
Com um tempo encantado,
Com um amor bem melado,
E tudo só ao seu lado...

Aceitei,
Ser quem e o que você quis,
Tentar tudo pra te fazer feliz,
Viver de sua vida aprendiz...

Cheguei,
Ao ponto de não saber mais quem sou,
De viver dos restos que você deixou,
E ser a errada que não aceitou...

domingo, 2 de janeiro de 2011

Ano Novo, Vida Nova!

A partir de hoje, fiquei louca:
Rasguei toda minha roupa,
Joguei fora o meu disfarce e
Vou mostrar a minha face.

De hoje em diante sou assim:
Vivo embriagada de mim,
Não finjo mais ser quem não sou,
E o que eu era? Acabou!

Vou devolver o que me deram,
Fazer aos outros o que me fizeram,
Exercer minha própria justiça,
Deixar para trás minha cara postiça.

Vou mostrar que não se faz aos outros,
O que não se quer para si.
Vou mostrar que o que se constrói aos poucos,
Em um segundo deixa de existir.

Eu era depósito, não sou mais.
Eu era boa, não sou mais.
Eu era boba, não sou mais.
Eu era sua, não sou mais.

A partir de hoje sou minha,
Me amo sozinha...
E se quiser me acompanhar,
Que se coloque no meu lugar...