segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A noite

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Hoje escrevo porque sem sono
Mais uma noite não durmo,
Sigo a ouvir ansiosa
O incômodo silêncio noturno.

São gritos de dor, de abandono,
São clarões no meio da escuro.
Não há nem lua, nem estrelas
Não há lugar, um porto seguro.

E vai a noite longa e fria
Cedendo lugar à madrugada vazia.
E em meio à angústia da espera do novo dia
Tento pensar em como eu o queria.

A noite quer os fracos porque os fortes já são dela,
Quer os sãos porque os loucos pertencem a ela,
Quer os ricos porque os pobres vivem nela,
Quer os sonhos que se vão pela janela.

Juliana Dreamer (16/10/2011)

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