domingo, 27 de fevereiro de 2011

Estranha



Há uma estranha dentro de mim,
Que me controla e me deixa assim,
Senhora e escrava dos meus anseios,
Procurando a beleza nos feios...

Não, eu não estou doente!
Se eu estivesse, saberia!
Quem guarda tudo o que sente,
Um dia faz o que jamais faria...

Essa manhã acordei triste,
Com uma solidão que em mim insiste.
Mas houve algo que mais me incomodou:
Não ter mais coragem de ser quem sou...

Tem sido assim há um bom tempo,
Mas piora a cada momento...
E eu ando com saudade,
De ser eu mesma de verdade...

Juliana Barbosa Ribeiro

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