Sempre que não me sinto bem, tenho uma vontade louca de escrever. É algo quase incontrolável, é um impulso, as palavras saem, as frases se formam e, honestamente, não consigo parar. É como se escrevendo eu conseguisse tirar o peso de dentro de mim, por para fora tudo que sempre deixo guardado, mesmo sabendo que faz mal para o coração... Ao contrário do que pode parecer, acho que não sei falar muito bem...
Quanto mais eu escrevo mais as ideias me surgem, mais coisas me lembro de que gostaria de falar e de fazer, mas não tenho coragem... Isso mesmo, eu sou uma grande covarde!!! E, se alguém quiser saber, confesso que isso não me faz nada bem.
Não gosto de escrever pormenores, detalhes que possam apontar para alguém. Se a carapuça servir, ótimo, mas não é nunca essa a minha intenção. Quando escrevo sou egoísta ao extremo, é um dos únicos momentos meus em minha vida, e quero apenas fazer bem para mim.
Às vezes, fico um bom tempo sem escrever... É quando eu acho que minha vida vai bem... Estranho, porque não consigo escrever muito quando estou feliz. Deve ser por isso que sempre que penso que as coisas andam bem e que tudo vai dar certo, caio do cavalo de cara direto no chão... Tem sido sempre alguns poucos passos para frente e muitos tantos para trás...
E nesse vômito incessante de palavras, que já nem sei mais se ainda fazem algum sentido, vou virando a madrugada, começando mais um dia. O sono ainda não me procura, e bem que eu queria dormir, porque sempre quando dormirmos ao acordarmos parece ser outro dia, e parece que muitas coisas vão mudar... Fato: quase nunca isso é verdade.
Mas por hoje, vou parar com tudo isso. Acho que sinto que já desabafei, pelo menos alguns sentimentos que me incomodavam já passaram. Logo mais terá a próxima diarréia mental escrita. Afinal, com já dizem, a vida é mesmo cheia de altos e baixos, e, permitindo-me uma adaptação, é caindo que se aprende a escrever. Ou não...
Juliana Dreamer
29/01/2012
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