Sempre que não me sinto bem, tenho uma vontade louca de escrever. É algo quase incontrolável, é um impulso, as palavras saem, as frases se formam e, honestamente, não consigo parar. É como se escrevendo eu conseguisse tirar o peso de dentro de mim, por para fora tudo que sempre deixo guardado, mesmo sabendo que faz mal para o coração... Ao contrário do que pode parecer, acho que não sei falar muito bem...
Quanto mais eu escrevo mais as ideias me surgem, mais coisas me lembro de que gostaria de falar e de fazer, mas não tenho coragem... Isso mesmo, eu sou uma grande covarde!!! E, se alguém quiser saber, confesso que isso não me faz nada bem.
Não gosto de escrever pormenores, detalhes que possam apontar para alguém. Se a carapuça servir, ótimo, mas não é nunca essa a minha intenção. Quando escrevo sou egoísta ao extremo, é um dos únicos momentos meus em minha vida, e quero apenas fazer bem para mim.
Às vezes, fico um bom tempo sem escrever... É quando eu acho que minha vida vai bem... Estranho, porque não consigo escrever muito quando estou feliz. Deve ser por isso que sempre que penso que as coisas andam bem e que tudo vai dar certo, caio do cavalo de cara direto no chão... Tem sido sempre alguns poucos passos para frente e muitos tantos para trás...
E nesse vômito incessante de palavras, que já nem sei mais se ainda fazem algum sentido, vou virando a madrugada, começando mais um dia. O sono ainda não me procura, e bem que eu queria dormir, porque sempre quando dormirmos ao acordarmos parece ser outro dia, e parece que muitas coisas vão mudar... Fato: quase nunca isso é verdade.
Mas por hoje, vou parar com tudo isso. Acho que sinto que já desabafei, pelo menos alguns sentimentos que me incomodavam já passaram. Logo mais terá a próxima diarréia mental escrita. Afinal, com já dizem, a vida é mesmo cheia de altos e baixos, e, permitindo-me uma adaptação, é caindo que se aprende a escrever. Ou não...
Juliana Dreamer
29/01/2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
Procura-se
Procura-se uma mulher,
Alegre e cheia de vida,
Sorridente e um pouco atrevida,
Que sempre sabe o que quer,
Mas quase nunca tem coragem...
Procura-se uma mulher,
Que tem bem jeito de menina,
Mas já sabe bem quem é,
Que traz no peito muito amor,
Mas não sabe se impor...
Procura-se uma mulher,
Contrariada em seus desejos,
Aprisionada em seus medos,
E perdida em si mesma...
Procura-se uma mulher,
Que desapareceu não se sabe onde,
Sequer como ou porquê,
Mas que deixa muita saudade,
Naqueles que a conheceram...
Procura-se uma mulher,
Que hoje se sente como se não existisse,
Como uma fraca que que não insistisse,
No que realmente se quer...
Procura-se uma mulher,
Que apesar de tudo sempre era feliz,
Sonhava com a vida que sempre quis,
Mas que pelo acaso ou pelo destino,
Transformou-se em um desatino...
Procura-se uma mulher,
Que fora antes de tudo isso,
Ou que quem sabe nunca fora,
Mas que nessa ilusão insiste,
Uma mulher que não existe?!?!
Juliana Dreamer
28/01/2011
Dona de mim?!?!?
Cada vez que acredito que demos um passo adiante,
Você me mostra que podemos dar muitos para trás...
Escondo quase sempre em um sorriso radiante
O mal que isso tudo me faz...
Eu queria ser dona de mim,
Dona da minha vida,
Ou quem sabe algo assim...
Eu queria poder ser quem eu sou,
Dona da minha vida,
Não apenas isso que restou...
Das minhas vontades: esqueço.
Dos meus sonhos: não mereço.
Dos meus medos: padeço.
Sou mais uma na multidão,
Só mais um ser com um coração,
Mas ando sofrendo tanto,
E precisando de um acalanto.
Mas de todos as costas recebo,
Sou sempre errada, e ando com medo,
De não mais me reconhecer...
Juliana Dreamer
28/01/2012
Você me mostra que podemos dar muitos para trás...
Escondo quase sempre em um sorriso radiante
O mal que isso tudo me faz...
Eu queria ser dona de mim,
Dona da minha vida,
Ou quem sabe algo assim...
Eu queria poder ser quem eu sou,
Dona da minha vida,
Não apenas isso que restou...
Das minhas vontades: esqueço.
Dos meus sonhos: não mereço.
Dos meus medos: padeço.
Sou mais uma na multidão,
Só mais um ser com um coração,
Mas ando sofrendo tanto,
E precisando de um acalanto.
Mas de todos as costas recebo,
Sou sempre errada, e ando com medo,
De não mais me reconhecer...
Juliana Dreamer
28/01/2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Janeiro de 2012
E tem chovido desde então,
Quase que incessantemente...
Há bem pouco a fazer,
Nesse breu tão insistente.
Está escuro desde então,
E ninguém sabe o que aconteceu,
Se verdade ou mentira,
Se um erro meu ou seu...
Mas a chuva vai passar,
O novo sol vai surgir,
Quando esse dia chegar,
Vamos continuar a sorrir!!!
Juliana Dreamer
27/01/2012
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