Bem, chegamos ao último dia do ano, sãos e salvos...
Claro que somamos mais algumas cicatrizes, mais algumas feridas, entre outras mazelas de nossos corpos e almas, mas, não podemos deixar de lado que também somamos alegrias, conquistas e boas lembranças. Longe de mim a hipocrisia! Não pense que sou conformista!
Só não sei qual das duas somatórias carrega peso maior...
Enfim, se por um lado podemos nos perguntar o que mudou, se apenas ficamos um ano mais velhos, e nos lamentarmos por tudo aquilo que não conseguimos realizar, também podemos alimentar nossos ideais de que, quem sabe no Ano Novo, tudo será diferente...
Não que acreditemos mesmo nisso...
Não sou uma pessimista, longe de mim ser, mas não vejo mais a vida e suas trapaças com tanto romantismo. O que quero dizer é que, não é porque começamos um Ano Novo que temos uma vida nova, todos os dias ao acordamos temos uma vida nova, e há coisas que podemos e não podemos. Apenas, não esperemos demais...
Quem espera, morre de esperança...
Ah, e essa é uma doença incurável. Se deixo para amanhã, pode sempre ser tarde demais. Jargão comum, mas muito real. O Ano Novo é o que plantamos e colhemos dentro e fora de cada um de nós. O que construímos para os outros e para nós mesmos. É o sorriso e a lágrima, a luz e a escuridão. Na verdade, é tudo de todos os dias.
Mas, já que manda a boa educação: Feliz Ano Novo...
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