domingo, 27 de fevereiro de 2011

Estranha



Há uma estranha dentro de mim,
Que me controla e me deixa assim,
Senhora e escrava dos meus anseios,
Procurando a beleza nos feios...

Não, eu não estou doente!
Se eu estivesse, saberia!
Quem guarda tudo o que sente,
Um dia faz o que jamais faria...

Essa manhã acordei triste,
Com uma solidão que em mim insiste.
Mas houve algo que mais me incomodou:
Não ter mais coragem de ser quem sou...

Tem sido assim há um bom tempo,
Mas piora a cada momento...
E eu ando com saudade,
De ser eu mesma de verdade...

Juliana Barbosa Ribeiro

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Só hoje...

Hoje, se eu pudesse, sairia correndo
Sem ter destino nem razão.
Fugiria, me escondendo
Do que tenho no coração.

Fraca e forte, vida e morte
Os opostos vivem em mim.
Entrege à minha sorte,
Sigo uma estrada sem fim.

Nem sei se sinto o que escrevo,
ou se engano quem o lê.
Escrava da coragem e do medo,
Sem ter mais o que fazer.

Juliana Barbosa Ribeiro

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Nenhum

Você faz com que eu me sinta
Pior do que realmente sou.
Não que eu não seja, eu já era,
Mas hoje é só o que restou.

Não me culpe nem me entenda,
É pior o soneto que a emenda.
Só siga e me deixe seguir,
Não há mais o que fazer aqui.

Eu era vida e hoje sou saudade.
Eu era certeza hoje sou dúvida.
Não era metira e não sou verdade.

E do amor, este estranho...
Não há como mensurar o tamanho
Do estrago que faz na vida...

Juliana Barbosa Ribeiro